quinta-feira, agosto 14, 2008

Yanqing Chen, a campeã olímpica que é mais forte do que os homens de Portugal


A chinesa, que levanta mais peso do que os campeões masculinos portugueses, tornou-se ontem na primeira mulher a ter duas medalhas de ouro no halterofilismo

É apropriado que a competição de halterofilismo esteja a disputar-se no Ginásio da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim. É quase preciso ser um cientista de foguetões para perceber como é possível que Yanqing Chen, de 57kg, consegue levantar quase duas vezes e meia o seu próprio peso. A chinesa tornou-se ontem na primeira halterofilista a conseguir duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, repetindo o triunfo de Atenas nos 58kg.

Fonte: Público

Comparar o incomparável



Diz Mário Soares: (...)"os Jogos Olímpicos de Pequim não se podem - nem devem - comparar com os Jogos de Berlim, nas vésperas da II Guerra Mundial. Neste caso havia um país totalitário dominado por um ditador, Hitler, que se preparava activamente para dominar a Europa. Aqui, a China, não está a ponto de desencadear nenhuma guerra. É um país emergente, que quer ser reconhecido e respeitado como tal, apesar dos inúmeros problemas internos - e contradições que não conseguiu ultrapassar - e que requerem tempo, prudência e paz para digerir.

Por isso o Presidente Sarkozy foi leviano - tanto mais exercendo a presidência da União Europeia - ao afirmar que não estaria presente na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim por causa do Tibete e de outros atentados aos direitos humanos, quando esteve presente, tendo de dar o dito por não dito. O que começa a acontecer-lhe com demasiada frequência."


Fonte: Diário de Notícias

Talking to Taiwan's New President


In the less than three months Ma Ying-jeou has been Taiwan's president, relations between Taiwan and China have arguably seen the most rapid advancement in the six-decade standoff between the two governments. Ma launched direct weekend charter flights between China and Taiwan for the first time, opened Taiwan to mainland tourists, eased restrictions on Taiwan investment on the mainland and approved measures that will allow mainland investors to buy Taiwan stocks. Yet the road towards his ultimate goal — peaceful relations with Beijing — is still fraught with political challenges. Ahead of his first international diplomatic trip, Taiwan President Ma Ying-jeou, 58, spoke with TIME's Zoher Abdoolcarim and Michael Schuman on relations with China, the economy and his domestic political problems.

Fonte: Time

quarta-feira, agosto 13, 2008

Novas e velhas esquerdas



A panela do PCC vai cozinhando as políticas do país, com mais ou menos tempero, conforme os ingredientes internos. Um artigo muito interessante de José Carlos Matias no Hoje Macau

"À primeira vista, o debate ideológico na República Popular da China está moribundo. O Partido Comunista Chinês (PCC) “desincentiva” a expressão pública de vozes dissonantes que atacam ferozmente a linha oficial e imprime o ritmo de manufactura da semântica que mantém viva a perspectiva da construção do “socialismo com características chinesas”. Não deixando de ser assim, ao longo dos últimos 18 anos têm sido publicados artigos e livros na China que destoam da retórica oficial e que colocam em causa a forma como “a economia de mercado socialista” está a ser construída.
As vozes que têm mais eco no exterior são as que defendem posições liberalizadoras quer politica quer economicamente: os “desvios de direita”, na linguagem clássica Maoísta.
Do outro lado do espectro, encontramos intelectuais que apontam o dedo à via capitalista seguida pelo governo central por esta estar a contribuir para a desintegração das redes sociais e a desvirtuar a natureza do estado socialista fundado em 1949. Neste campo, destacam-se duas linhas “esquerdistas”: os Neo-Maoístas e a “Nova Esquerda”. Os primeiros perderam muito do fulgor que os caracterizou na década de 1990, ao passo que os segundos têm emergido como um movimento com alguma influência junto do governo central e da liderança do PCC".

quarta-feira, agosto 06, 2008

A febre do Ouro



À semelhança do que fez a União Soviética no auge da guerra fria, a China pretende ganhar mais medalhas de ouro que os Estados Unidos, isto como forma de alimentar o seu nacionalismo interno. Cada um à sua maneira, chineses e americanos defendem que os seus respectivos sistemas são os melhores para a produção de sucessos desportivos: o autoritarismo chinês versus o liberalismo americano.

Fonte:The New York Times

Macau, português e sucessão - Entrevista a Carlos Monjardino


É uma decisão fácil diminuir ou cortar subsídios, por exemplo à Escola Portuguesa de Macau ou ao Instituto Português do Oriente?Não, claro que não.

Uma decisão tomada com que critérios?
É tomada com vários critérios. Para já, quando assumimos a nossa parte no Instituto Português do oriente (IPOR) e na Escola Portuguesa de Macau não foi para sempre. Assumimo-la durante uns anos, sobretudo no que diz respeito à Escola. O IPOR é diferente: foi a própria fundação que o criou; está mais balizado e mais controlável. Para a Escola Portuguesa pagávamos uma percentagem. Para responder à sua questão, não é uma decisão de todo fácil, mas não podemos ficar escravos de instituições que se vão prolongando no tempo e que são mais uma responsabilidade do Estado do que de uma fundação privada. Fomos avisando que não podíamos continuar eternamente nesta situação; e fomos dando algumas indicações relativamente ao que se devia fazer, nomeadamente para alterar situações que estavam um bocadinho incrustadas, principalmente na Escola Portuguesa . Esta escola tem todas as vantagens de uma escola privada, sendo pública: os pais pagam propinas que são muito baixas.

Está a sugerir que é preciso um novo modelo para a escola?É evidente que tem de ser uma escola internacional. Não faz qualquer sentido que seja uma escola só portuguesa.

Abandonando a ideia da importância do ensino do português nessa escola?Não, não. Ninguém vai abandonar o ensino do português, mas tem de se ensinar obviamente o inglês e certamente o mandarim. Não podemos andar a fingir que ainda temos a realidade anterior a 1999.

Que utilidade pode ter ainda o português na região?
De acordo com o Estatuto de Macau, ainda tem, e terá que ter, durante algum tempo. A Escola (Portuguesa de Macau) é um pouco diferente do IPOR. A Escola tem jovens que pretendem vir para Portugal fazer o seu curso universitário, filhos de expatriados portugueses que lá estão ou de macaenses que pretendem seguir a carreira por cá. O IPOR tem bastantes alunos mas é, como sabe, um ensino não curricular do português, para determinadas profissões em que o português ainda é preciso em Macau – e digo “ainda” pesando muito bem o que estou a dizer...

Quando o português deixar de ser preciso…Aí, não há nada a fazer.

Os leitores desta entrevista não conseguem ver a expressão que fez agora. Quer verbalizar essa expressão do rosto?
É triste verificar esta situação. No outro dia, alguém estava a fazer um comentário na Assembleia Legislativa de Macau sobre o atraso da publicação das leis e uma das razões dadas foi que tinham de ser passadas para português. Quando as coisas começam a ficar assim, conhecendo eu minimamente aquele mundo, já se estão a preparar razões para que, um dia, o português seja deixado cair.

Diria que em Macau já estão à procura de pretextos para deixar cair o português?Eu acho que já se começa a falar nisso, embora de uma forma pouco clara.

Por parte das autoridades da região ou da República Popular da China?Nas autoridades da região, há sempre um ou outro que fala nisso. Dentro da Assembleia Legislativa, há uma quantidade de facções e, portanto, há sempre alguém que vem falar na língua portuguesa – não gosta dos portugueses ou da língua portuguesa.... Agora, quando isso começa a ser dito de uma maneira mais pública, é preocupante.

São declarações caucionadas pelo governo chinês?Sabe que, às vezes, mesmo para mim é extremamente difícil saber se isto está ou não caucionado pelo governo chinês, mas eu presumo que não estará.

É mais um balão de ensaio?
É uma espécie balão de ensaio, mas é mau que isto aconteça, porque há interesse no ensino e na aprendizagem do português, nomeadamente para chineses que querem ir para países como o Brasil, onde estão aos milhares, ou Angola, onde também há milhares. Portanto, há claramente um mercado, chamemos-lhe assim, mas quando forem criadas as estruturas na China propriamente dita, dentro das grandes cidades, se calhar será menos importante o ensino do português em Macau.

Já pensou num nome que pudesse suceder-lhe na presidência da Fundação Oriente?Já,. Obviamente tenho que pensar nisso, sobretudo porque já fiz 65 anos no ano passado. Já tenho falado com algumas pessoas sobre isso.

Pode partilhar connosco o resultado dessa reflexão?
Não, porque como nada está decidido não me posso pôr a avançar.

Nem sequer avançar um sinal ou um perfil?
Acho que tem de ser alguém que seja, ao mesmo tempo, um razoável gestor e alguém com alguma vocação cultural; sobretudo que apreenda bem tudo o que é actividade cultural.

Será uma solução interna, ou não necessariamente?
Não penso que exista uma solução interna, neste momento. Haverá uma alteração dos outros administradores da Fundação, no final do ano, que vão ser substituídos, por razões de idade – aqui serão soluções internas.

Talvez possam corresponder ao perfil que estava agora a delinear?
Por enquanto não, mas vamos ver. Acho que faria sentido que fosse alguém de fora.

Mas só tem um perfil ou já pensou numa pessoa concreta?
Já pensei numa pessoa em concreto, que exactamente tem esse perfil de que lhe estou a falar.

E que não vai juntar-se à equipa ainda este ano?
Não, ainda não.

Quando é que acha que será o momento certo para o seu sucessor iniciar o “estágio”?Dentro de dois anos.



Para ler a entrevista integral: Diário Económico/PortugalNews

terça-feira, agosto 05, 2008

Guerra Santa em Xinjiang



China: autores do ataque que matou 16 polícias tinham em sua posse propaganda à guerra santa

“No local, a polícia encontrou duas facas utilizadas durante o ataque e documentos de propaganda à guerra santa”, indicou o ministério da Segurança em comunicado.

Os polícias afirmam ter igualmente encontrado no local do atentado, que fez 16 mortos, componentes de engenhos explosivos semelhantes aos que já tinham sido apreendidos durante uma operação policial contra um campo do Movimento Islâmico do Turquistão Oriental, em Janeiro de 2007, em Xinjiang.

Os dois autores do atentado que matou ontem 16 polícias em Kashgar, na província chinesa de Xinjiang (oeste do país), tinham em sua posse documentos apelando à guerra santa islâmica, indicou hoje a polícia chinesa.


Fonte: Público



Para ler mais sobre o tema: A China e seus talibãs. Fonte: Veja

quinta-feira, julho 17, 2008

sábado, julho 12, 2008

Política da Veto(neira)


A imposição de sanções por parte das Nações Unidas contra o regime liderado pelo presidente do Zimbaubé, Robert Mugabe, falhou esta sexta-feira, depois da China e da Rússia terem vetado no Conselho de Segurança uma resolução neste sentido.

O objectivo era forçar o líder africano a negociar com a oposição do seu país a resolução da crise que se instalou depois das eleições que o reconduziram no poder, a 27 de Junho, mas que foram consideradas fraudulentas por parte da comunidade internacional, e precedidas por uma onda de violência contra os opositores de Mugabe.

Além da China e da Rússia (países que têm poder de veto), a resolução redigida pelos EUA recebeu ainda os votos desfavoráveis da África do Sul, do Vietname e da Líbia. Já a Indonésia absteve-se. O voto a favor dos nove outros países com assento no conselho (Bélgica, Burkina Faso, Costa Rica, Croácia, França, Itália, Panamá, Reino Unido e EUA) acabou por não conseguir impor o conjunto de sanções.

Entre as medidas previstas incluía-se o embargo da venda de armas ao Zimbabué, a congelação de bens e a proibição de viajar para Robert Mugabe e outros 13 colaboradores seus.

«As pessoas do Zimbabué necessitam de um sinal de esperança de que é há um fim à vista para o seu sofrimento», disse John Sawers, embaixador do Reino Unido junto das Nações Unidas, citado pela BBC. «O Conselho de Segurança falhou hoje em oferecer-lhes essa esperança», acrescentou.

Fonte: IOL

domingo, julho 06, 2008

Os chineses preparam-se para o seu baile debutante




"Um mundo, um sonho", diz o slogan olímpico espalhado pelas ruas de Pequim. Já só falta um mês para o sonho se cumprir


8-8-8. Os Jogos Olímpicos de Pequim começam no dia 8 de Agosto de 2008, às 8 da noite. Não é um acaso. É porque oito é um número auspicioso. Ainda que o ano tenha começado da pior maneira, com nevões, epidemias mortais e terramotos, a China confia que um único acontecimento irá resgatá-la do azar. Os Jogos pretendem também provar ao mundo, e a todos os chineses, que este não é um país tipicamente comunista, que este é um país que gosta de receber estrangeiros e que está aberto à mudança.
Há 30 anos que a China recebe o Ocidente em sua casa. Coca-Cola, McDonald's, KFC, Louis Vuitton, Gucci, Mercedes, BMW passeiam-se por Pequim. Mas se há coisa que um grande número de chineses afirmará é que os JO serão um bom momento para o Ocidente conhecer a China. Porque parece haver este fosso terrível e profundo: os estrangeiros não percebem nada do país mais populoso do mundo, dizem.
Este será por isso um baile debutante - talvez dos mais caros a que alguma vez se assistiu. O orçamento dos JO, de 35 mil milhões de euros, é o maior de sempre. Mas os chineses estão contentes. "Um mundo, um sonho", o slogan olímpico, anda por todo o lado. Praticamente todos parecem convencidos.

Por Francisca Gorjão Henriques, artigo completo no Público

sexta-feira, julho 04, 2008

Festa no Aeroporto


O primeiro voo directo regular entre a China e Taiwan, desde 1949, aterrou hoje em Taipé, com 258 passageiros a bordo. Este é visto como um sinal da melhoria nas relações entre a ilha e o continente, depois de décadas de tensões.

O Airbus A330 da companhia China Southern Airlines, vindo de Cantão (Sul) aterrou às 08h05 locais (01h05 em Lisboa) no aeroporto de Taoyuan.

Meia hora mais tarde, um segundo voo da companhia Xiamen Airlines aterrou em Taipé com 202 passageiros a bordo.

Mais de 700 chineses devem chegar hoje a Taipé vindos, principalmente, de Pequim, Xangai e Cantão. “Era o meu sonho visitar Taiwan e ele foi concretizado hoje”, comentou Shi Anwei, turista chinês, à Agência Nova China, antes de descolar de Cantão.

As autoridades de Taiwan desenrolaram o tapete vermelho e organizaram festividades tradicionais para receber os passageiros vindos da China.

Fonte: Público

Postal Ilustrado

domingo, junho 29, 2008

Radar: US and China go bump in the Middle East


O "ataque" da China ao petróleo do Médio Oriente.

For China these days it seems that nothing - not rising energy prices; not sanctions aimed at its more unsavory business partners, Myanmar and Sudan; not even the prospect of a nuclear Iran - can curb its thirst for oil.

As China's energy needs grow at a rate higher than any other country's, so too have its economic relationships with the oil-producing nations of the Gulf. Like the US more than 60 years ago, China today is seen as a new and commercially refreshing player, happily unsentimental and - crucially - disinterested in the internal affairs of the region.

As Adbulaziz Sager of the Gulf Research Center notes, "The chief advantage of China's role in the region is its lack of political baggage."


Artigo completo no Asia Times

Relacionado com o artigo, o lançamento do livro: The Vital Triangle: China, the United States, and the Middle East do Center for Strategic and International Studies. Disponível no site: CSIS

Resumo da obra:

This volume explores the complex interrelationships among China, the United States, and the Middle East—what the authors call the "vital triangle." There is surely much to be gained from continuing the conventional two-dimensional analysis—China and the United States, the United States and the Middle East, and China and the Middle East. Such scholarship has a long history and no doubt a long future. But it is the three-dimensional equation—which seeks to understand the effects of the China–Middle East relationship on the United States, the U.S.–Middle East relationship on China, and the Sino-American relationship on the Middle East—that draws the authors' attention. This approach captures the true dynamics of change in world affairs and the spiraling up and down of national interests. Central to this analysis is a belief that if any one of the three sides of this triangular relationship is unhappy, it has the power to make the other two unhappy as well. The stakes and the intimacy of the interrelationship highlight not only the importance of reaching accommodation, but also the potential payoff of agreement on common purpose.

quinta-feira, junho 26, 2008

A lista de Kim: Reflexos nos EUA


EUA saúdam decisão, mas querem Pyongyang no trajecto da desnuclearização

Os Estados Unidos fizeram saber, num primeiro momento, que será necessário verificar a veracidade da notícia, mas a Casa Branca anunciou entretanto que saúda a declaração e que irá encetar o processo para levantar as sanções contra este país.

Os EUA ressalvaram, porém, que a Coreia do Norte tem primeiro que cumprir com as suas obrigações no que toca ao seu dossier nuclear antes de a comunidade internacional decidir fazer sair o país do seu isolamento.

Reagindo à notícia, George W. Bush saudou o anúncio da Coreia do Norte e sublinhou que os EUA irão levantar as sanções, mas advertiu Pyongyang que os seus gestos estarão condicionados pela continuação do processo de desnuclearização.

Por seu lado, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fez saber que espera que a Coreia do Norte deixe os peritos aceder ao coração do seu reactor nuclear a fim de estes poderem verificar a veracidade das declarações constantes do dossier nuclear, quando o conteúdo deste for revelado.

De acordo com o instituto Internacional Crisis Group, baseado em Washington, a Coreia do Norte dispõe entre 46 e 64 quilos de plutónio, o suficiente para fabricar mais de 10 bombas nucleares.

A lista hoje entregue por Pyongyang poderá abrir uma brecha nas negociações, que já se arrastam há cinco anos, entre os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul, o Japão, a Rússia e a Coreia do Norte.

O regime de Pequim tem apostado no dossier coreano uma grande parte das suas energias diplomáticas, pretendendo, entre outros factores, um papel de maior relevo na cena internacional, à altura do seu crescente poderio económico. Desde 2003, quando começaram as rondas a seis, arquitectadas por Pequim, que os esforços se concentram sobretudo na tentativa de levar ou manter o regime norte-coreano à mesa das conversações.

Fonte: Público

Radar: N. Korea Gives Nuclear List to China


A Coreia do Norte entregou a muito esperada lista onde descreve as suas actividades nucleares. Segundo o ministro dos negócios estrangeiros da Coreia do Sul, Yu Myung-hwan, o documento foi entregue aos oficiais chineses.

Fonte: The New York Times

quarta-feira, junho 25, 2008

Radar: China reabre Tibete aos turistas estrangeiros



A China vai permitir o regresso dos turistas estrangeiros ao Tibete a partir de hoje, levantando uma proibição imposta há três meses após a repressão das manifestações violentas em Lhasa, informou a agência noticiosa oficial Nova China.

O anúncio da reabertura do Tibete aconteceu ontem, ao final do dia, três jornadas depois de a chama olímpica passar em Lhasa sob fortes medidas de controlo, provando que a região dos Himalaias voltou a ser uma zona "segura" para os estrangeiros, referiu a Nova China.

"O sucesso do recente percurso da tocha olímpica provou que o Tibete está mais estável e que é a hora certa para reabrir" a região, afirmou Tanor, director delegado da autoridade regional do turismo, citado pela Nova China.

"O Tibete está seguro. Damos as boas vindas aos turistas chineses e estrangeiros", acrescentou.

Fonte:Público

Caos na Legislatura



O ambiente político em Taiwan está ao rubro! Na segunda-feira passada deu-se mais um episódio do tradicional "wrestling-parlamento", que costuma caracterizar o ambiente político da ilha. Desta vez, os legisladores do PPD bloquearam a subida ao palanque do ministro dos negócios estrangeiros Francisco Ou. Criticam o ministro pelo facto de este ter mantido uma residência permanente nos EUA até pouco antes de assumir o cargo, e a falta de competência no recente incidente de Diaoyutai.

segunda-feira, junho 23, 2008

Leituras: O Reino das Mulheres

No Reino das Musuo - é uma dos 55 minorias étnicas oficiais chinesas que vivem no interior da China, concretamente entre as fronteiras das províncias de Sichuan e Yunnan. Trata-se de uma das últimas sociedades matriacais, testemunhadas pelo jornalista Ricardo Coler, que viveu dois meses no seio desta interessante comunidade. De tão enriquecedora e surpreendente experiência nasceu o livro O Reino das Mulheres: o Último Matriarcado




Como será uma sociedade em que mandam as mulheres? Ricardo Coler viajou até ao último dos matriarcados e começou a sua exploração cheio de perguntas e de dúvidas. Será que os papéis que assumimos e o carácter das nossas relações familiares, sexuais, laboriais são naturais, adquiridos ou impostos? O apaixonante relato de Coler revela-nos que a sexualidade e a família podem seguir vias separadas, que o casamento não é a única, nem sequer a mais importante, das instituições familiares.

Nesta sociedade, ninguém precisa de um parceiro para se sentir feliz, e também o valor atribuído ao dinheiro e à violência difere muito do nosso. Um relato surpreendente que nos deslumbra e nos convida a reflectir acerca do nosso próprio estilo de vida, já vendeu mais de 180.000 exemplares, na Argentina.


Quetzal


O autor:

Ricardo Coler nasceu em Buenos Aires em 1956. É médico, fotógrafo e jornalista. As suas notas, fotografias e ensaios sobre as suas experiências com sociedades matriarcais têm sido publicados em diversos meios de comunicação argentinos e estrangeiros. É fundador e director da revista cultural Lamujerdemivida.


Links relacionados com a comunidade Musuo:

Lugu Lake Mosuo Cultural Development Association

Minority Report (Time Asia)

Musuo Minority

sábado, junho 21, 2008

Sem bonança



Moradores remam numa rua inundada na cidade de Fengkai, na zona ocidental da província de Guangdong. A chuva e as inundações, concentradas em Guangdong e na vizinha Guangxi, mataram pelo menos 171 pessoas e fizeram 53 desaparecidos desdo o início da época anual de inundações. Estão previstos mais aguaceiros para os próximos dias.

Fotografia: Aly Song/Reuters Fonte: Público.

Radar: Japan, China strike deal on gas fields

Tóquio e Beijing anunciaram esta semana que chegaram a acordo sobre o desenvolvimento de campos de gás no Mar da China Oriental, acabando com uma disputa que tem atormentado as relações bilaterais dos últimos anos.



Por Reiji Yoshida e Shinichi Terada no The Japan Times

Jornalismo Popular



Depois dos voos e ligações marítimas, num clima inigualável de benquerença, Taiwan está a planear reabrir as portas aos jornalistas da Agência Nova China (Xinhua) e ao Diário do Povo, permitindo-lhes fixar-se na ilha para a cobertura de noticias (no máximo três meses). A ideia é conceder aos jornalistas continentais o mesmo tratamento que a China concede aos jornalistas insulares. Desde 2005 que os direitos para cobertura de noticias na ilha tinha sido suspensa indefinidamente devido à proclamação da Lei Anti-secessão.

quinta-feira, junho 19, 2008

Radar: La Chine en Afrique. Inquiète l’Occident

A revista New African, francófona com título inglês, contém, no último número, um dossier especial sobre a presença chinesa em África. Mais um interessante artigo sobre a denominada "petrodiplomacia" que tem marcado a politica externa de Pequim nos últimos anos.



La Chine n’est pas un pays comme les autres: avec une population de plus d’1.3 milliard d’habitants, le géant asiatique existe depuis plus de 5000 ans. C'est l'Etat-nation centralisé, le plus vieux au monde. Il l'est depuis plus de deux mille ans. Autant dire qu'il faut donc faire preuve de beaucoup d’humilité quand on aborde ses relations avec d’autres pays du monde. Dans cet article, Adama Gaye, auteur de Chine-Afrique, le dragon et l’autruche (Editions L’Harmattan, Paris) explique pourquoi l’Afrique doit, sans tarder, se doter d'une stratégie pour forger une relation solide, constructive et équilibrée avec la Chine. Elle a le choix entre accueillir le nouvel arrivant à bras ouverts et/ou se limiter à conserver ses vieilles amitiés en maintenant le statu quo avec ses partenaires classiques du monde occidental. Aucune erreur ne lui est permise!

Fonte: New African

sábado, junho 14, 2008

As pontes entre nós

Representantes da China popular e Taiwan acordaram dar inicío aos voos ao fim-de-semana entre os dois lados do estreito. Trata-se do primeiro passo no estabelecimento de ligações regulares directas entre as duas partes. Os representantes também acordaram criar gabinetes em cada uma das capitais de forma a coordenar as discussões acerca dos assuntos mais delicados. A intenção passa por reduzir as probabilidades de incompreensão se as tensões ressurgirem, o que já se verificou no passado.




Postal Ilustrado

quarta-feira, junho 11, 2008

Radar: Diaspora starts to flex its worldwide muscle



Enquanto a China cresce, a diáspora começa a contrair os músculos no plano internacional. Aqueles que outrora fugiram da pobreza, hoje preferem ficar em casa e aproveitar as oportunidades criadas pelo seu país.
Uma reviravolta na emigração chinesa vista por Martin Jacques
no The Guardian

terça-feira, junho 10, 2008

Leituras: A Primeira Aldeia Global




Em tempo de campeonato da Europa de futebol, e no dia de Portugal, fica aqui um conselho de leitura: A Primeira Aldeia Global - Como Portugal mudou o Mundo de Martin Page. Incompreensivelmente demorou vários anos até surgir uma versão portuguesa desta interessante obra, escrita por um autor inglês. Para os “sinomaniacos”, destaco, além da herança lusa no Japão e na Índia, as epopeias nas terras do longínquo Catai pelo admirável Fernão Mendes Pinto. O livro, que testemunha o intercâmbio cultural entre o Ocidente e o Oriente, está cheio de curiosidades e faz reavivar a importância dos portugueses no mundo, muitas vezes ignorada por eles próprios.






Quando Jonas foi engolido pelo «grande peixe», tentava apenas escapar para o território que é agora Portugal. Foi aqui que Aníbal encontrou os guerreiros, as armas e o ouro que tornaram possível a sua marcha sobre Roma; e Júlio César, a fortuna que lhe permitiu as conquistas da Gália e da Inglaterra. Durante a Alta Idade Média, mais a norte, os governantes árabes integraram Portugal na civilização mais avançada do mundo. Após a conquista de Lisboa, pelos Normandos, o novo Portugal levou Veneza à bancarrota e tornou-se a nação mais rica da Europa.Antes de ser eleito Papa, com o nome de João XXI, Pedro Hispano, nascido em Lisboa, escreveu um dos primeiros compêndios modernos sobre Medicina que, um século mais tarde, era livro de consulta obrigatória em quase toda a Europa. Os Portugueses levaram as túlipas, o chocolate e os diamantes para a Holanda, introduziram na Inglaterra o hábito do chá das cinco e deram a Bombaim a chave do Império. Ensinaram a África a proteger-se contra a malária e levaram carregamentos de escravos para a América. Introduziram, na Índia, o ensino superior, o caril e as chamuças e, no Japão, a tempura e as armas de fogo.

Radar: China - las otras réplicas del terremoto


En China, éste ya no puede ser el año de las Olimpiadas. O no sólo. Puede que acabe siendo sobre todo el año del terremoto de Wenchuan. La magnitud del seísmo, que parece agrandarse cada día que pasa, y sus diversas réplicas han abierto nuevas incógnitas y puesto al descubierto importantes negligencias, pero igualmente fortalezas, poniendo a prueba la capacidad de reacción del Estado-Partido y de la propia sociedad...
Por Xulio Ríos no El País

domingo, junho 08, 2008

Radar: Na defesa do aumento da produção de petróleo


G8 e potências asiáticas defendem aumento da produção de petróleo




Os países industrializados do G8, a China, a Índia e a Coreia do sul consideram que há uma “necessidade urgente” de aumentar a produção do petróleo para fazer face à subida dos preços. Num comunicado publicado na sequência de uma reunião no Japão, os ministros da Energia afirmaram, ainda, que é preciso “aumentar os investimentos no sector energético”.“Sublinhamos a necessidade de maximizar o investimento na nossa própria produção nacional e apelamos aos outros países produtores de petróleo que aumentem o investimento para manter um bom abastecimento dos mercados em resposta ao pedido mundial crescente”, disseram os onze países no comunicado.O consumo desta matéria prima foi multiplicado por cinco desde 2003 e na sexta-feira bateu um novo recorde em Nova Iorque, onde atingiu os 139,12 dólares por barril, valor que, segundo os analistas, pode chegar aos 150 dólares em Julho.No Japão, o secretário norte-americano de Energia, Samuel Bodman, advertiu ontem os produtores de petróleo que o encarecimento dos preços não será bom para eles caso a economia dos Estados Unidos continue a piorar.Apesar da alta, Bodman afirmou que não vê os altos preços como uma "crise" e rejeitou a necessidade de estabelecer regulamentações mais fortes nos mercados de petróleo, como pedem alguns nos Estados Unidos.Além disso, o comunicado conjunto fez uma convocação para a redução gradual dos subsídios dos combustíveis para substituí-los, "quando possível, por melhores políticas para os beneficiários" e investimentos em energias alternativas. A China e a Índia mantiveram os preços dos combustíveis baixos, num primeiro momento, graças a auxílio governamental, mas recentemente foram obrigadas a aumentá-los, desencadeando grandes manifestações.Nesse contexto, o ministro da Índia de Petróleo, Murli Deora, cancelou sua viagem ao Japão devido a "razões internas", disse um responsável que preferiu não se identificar. A Índia foi representada no encontro em Aomori, um importante centro de energia nuclear a 600 km ao norte de Tóquio, por seu embaixador no Japão, Hemant Krishan Singh.



Fonte: Público

quarta-feira, junho 04, 2008

Leituras: A China obriga-nos a mudar




Um repositório de argumentos inovadores, de propostas polémicas e de ideias fortes e incisivas.Neste pequeno livro cultiva-se uma perspectiva optimista quanto ao nosso futuro comum e ao papel que nele a China poderá desempenhar.Acima de tudo, a China constitui para nós, ocidentais, uma oportunidade de redenção, por nos obrigar a adoptar mudanças drásticas de comportamento.Mas o desejo que os chineses legitimamente alimentam de alcançar um nível de desenvolvimento económico semelhante ao dos países ricos do Ocidente não configurará, ao mesmo tempo, uma ameaça iminente, na óptica da sustentabilidade ambiental e da estabilidade económica à escala planetária?Dentro de pouco tempo, pressionados pela crise dos recursos naturais, Ocidente e Oriente encontrar-se-ão de olhos nos olhos, de igual para igual. Será que deste «encontro com o outro» resultará uma nova ordem internacional, equilibrada e pacífica, com a China assumindo o estatuto de superpotência dominante?E o que poderão os portugueses fazer a respeito de tudo isto? Serão os países lusófonos um antigo império à deriva, sem liderança, mas com uma enorme disponibilidade em recursos naturais ou biocapacidade, que a China paulatinamente cativa e conquista?


Esfera do Caos


Sobre o Autor:
Carlos Frescata (http://www.carlosfrescata.com/) chegou à China em 1992, numa viagem de investigação para o seu doutoramento em engenharia agronómica que concluiu no Instituto Superior de Agronomia (Universidade Técnica de Lisboa), com trabalhos de pesquisa também na Holanda, Nova Zelândia e Califórnia.Na China, conheceu a sua mulher, Cao Bei. Têm dois filhos, Carlos Nuno e Ana Bei. Em 1996 fundou em Pequim aquela que foi talvez a primeira empresa 100% portuguesa neste país ― Beijing Biosani ― filha da sua empresa Biosani, de Palmela.Em 2007 lançou a publicação Green China (http://www.greenchina.eu/), visando estabelecer uma ponte de informação entre o Império do Meio e a Europa.Empreende iniciativas ecologistas desde que, aos 15 anos, fundou um movimento ambientalista em Setúbal, sua terra natal. Durante a juventude, na década de 1980, viveu em aldeias kibbutzim de Israel e participou em projectos gandhianos universitários, rurais, na Índia.Acredita que uma portugalidade universalista e intercultural é um privilégio dos portugueses e que na China conseguiu finalmente cumpri-la. Actualmente, tenta investigar a oportunidade para Portugal da iniciativa chinesa Fórum Macau, na sua vertente Brasil e Angola


terça-feira, junho 03, 2008

Venecau


A maior parte das 820 mesas de jogos e dos 2.650 caça-níqueis do maior casino do mundo, o Venetian, em Macau, está cheia às 11 horas da manhã de uma sexta-feira. É semana de luto nacional pelas vítimas do terremoto em Sichuan, mas a jogatina em Macau não pára.


Ao contrário de Las Vegas, Macau está longe de ser um destino global. Menos de 1% de seus turistas vieram de fora da Ásia. Do total, 60% são da própria China, onde dois terços da população são pobres. Os novos ricos do outrora país comunista conseguiram desbancar Las Vegas. Os jogos de azar são proibidos no resto da China. E Macau não pára de crescer. Até o final do ano que vêm, 21 novos hotéis cinco estrelas serão abertos, como Four Seasons, Grand Hyatt, Shangri-la, Ritz Carlton e W. Quase todos com cassinos anexos. Com apenas 538 mil habitantes, Macau já terá uma capacidade hoteleira quase 50% maior que a da cidade do Rio de Janeiro. O jogo é liberado ali desde o meio do século 19, mas, nas últimas quatro décadas do século passado, Portugal manteve um monopólio a um concessionário local, e os cassinos da cidade eram bem modestos. Quando a ex-colônia foi devolvida à China, em 1999, Macau pensou grande.

Fonte: Folha de São Paulo


Governabilidade e Segurança na Ásia

A Ásia perante os grandes desafios da governação, da democracia e da segurança:

O crescimento da Ásia é um dos factores decisivos na economia e na política mundial do século XXI. No entanto, existem muitos desafios que devem ser tidos em conta. Os anos de crescimento e de dinamismo económico têm consolidado a região como o terceiro grande pólo de crescimento global de que resultaram mudanças irreversíveis nas sociedades asiáticas.

A modernização e o desenvolvimento das suas estruturas políticas e de segurança são um desafio incontornável para o futuro, cuja evolução depende não só da região, mas a sociedade global. A Fundación Safe Democracy y Casa Asia está a organizar um painel de discussão, em Madrid, com o objectivo de analisar os principais desafios políticos e de segurança na Ásia, assim como a sua relevância para a sociedade internacional. O encontro destina-se a analistas, funcionários, diplomatas, jornalistas, estudantes, empresários e executivos.