quarta-feira, junho 04, 2008

Leituras: A China obriga-nos a mudar




Um repositório de argumentos inovadores, de propostas polémicas e de ideias fortes e incisivas.Neste pequeno livro cultiva-se uma perspectiva optimista quanto ao nosso futuro comum e ao papel que nele a China poderá desempenhar.Acima de tudo, a China constitui para nós, ocidentais, uma oportunidade de redenção, por nos obrigar a adoptar mudanças drásticas de comportamento.Mas o desejo que os chineses legitimamente alimentam de alcançar um nível de desenvolvimento económico semelhante ao dos países ricos do Ocidente não configurará, ao mesmo tempo, uma ameaça iminente, na óptica da sustentabilidade ambiental e da estabilidade económica à escala planetária?Dentro de pouco tempo, pressionados pela crise dos recursos naturais, Ocidente e Oriente encontrar-se-ão de olhos nos olhos, de igual para igual. Será que deste «encontro com o outro» resultará uma nova ordem internacional, equilibrada e pacífica, com a China assumindo o estatuto de superpotência dominante?E o que poderão os portugueses fazer a respeito de tudo isto? Serão os países lusófonos um antigo império à deriva, sem liderança, mas com uma enorme disponibilidade em recursos naturais ou biocapacidade, que a China paulatinamente cativa e conquista?


Esfera do Caos


Sobre o Autor:
Carlos Frescata (http://www.carlosfrescata.com/) chegou à China em 1992, numa viagem de investigação para o seu doutoramento em engenharia agronómica que concluiu no Instituto Superior de Agronomia (Universidade Técnica de Lisboa), com trabalhos de pesquisa também na Holanda, Nova Zelândia e Califórnia.Na China, conheceu a sua mulher, Cao Bei. Têm dois filhos, Carlos Nuno e Ana Bei. Em 1996 fundou em Pequim aquela que foi talvez a primeira empresa 100% portuguesa neste país ― Beijing Biosani ― filha da sua empresa Biosani, de Palmela.Em 2007 lançou a publicação Green China (http://www.greenchina.eu/), visando estabelecer uma ponte de informação entre o Império do Meio e a Europa.Empreende iniciativas ecologistas desde que, aos 15 anos, fundou um movimento ambientalista em Setúbal, sua terra natal. Durante a juventude, na década de 1980, viveu em aldeias kibbutzim de Israel e participou em projectos gandhianos universitários, rurais, na Índia.Acredita que uma portugalidade universalista e intercultural é um privilégio dos portugueses e que na China conseguiu finalmente cumpri-la. Actualmente, tenta investigar a oportunidade para Portugal da iniciativa chinesa Fórum Macau, na sua vertente Brasil e Angola


terça-feira, junho 03, 2008

Venecau


A maior parte das 820 mesas de jogos e dos 2.650 caça-níqueis do maior casino do mundo, o Venetian, em Macau, está cheia às 11 horas da manhã de uma sexta-feira. É semana de luto nacional pelas vítimas do terremoto em Sichuan, mas a jogatina em Macau não pára.


Ao contrário de Las Vegas, Macau está longe de ser um destino global. Menos de 1% de seus turistas vieram de fora da Ásia. Do total, 60% são da própria China, onde dois terços da população são pobres. Os novos ricos do outrora país comunista conseguiram desbancar Las Vegas. Os jogos de azar são proibidos no resto da China. E Macau não pára de crescer. Até o final do ano que vêm, 21 novos hotéis cinco estrelas serão abertos, como Four Seasons, Grand Hyatt, Shangri-la, Ritz Carlton e W. Quase todos com cassinos anexos. Com apenas 538 mil habitantes, Macau já terá uma capacidade hoteleira quase 50% maior que a da cidade do Rio de Janeiro. O jogo é liberado ali desde o meio do século 19, mas, nas últimas quatro décadas do século passado, Portugal manteve um monopólio a um concessionário local, e os cassinos da cidade eram bem modestos. Quando a ex-colônia foi devolvida à China, em 1999, Macau pensou grande.

Fonte: Folha de São Paulo


Governabilidade e Segurança na Ásia

A Ásia perante os grandes desafios da governação, da democracia e da segurança:

O crescimento da Ásia é um dos factores decisivos na economia e na política mundial do século XXI. No entanto, existem muitos desafios que devem ser tidos em conta. Os anos de crescimento e de dinamismo económico têm consolidado a região como o terceiro grande pólo de crescimento global de que resultaram mudanças irreversíveis nas sociedades asiáticas.

A modernização e o desenvolvimento das suas estruturas políticas e de segurança são um desafio incontornável para o futuro, cuja evolução depende não só da região, mas a sociedade global. A Fundación Safe Democracy y Casa Asia está a organizar um painel de discussão, em Madrid, com o objectivo de analisar os principais desafios políticos e de segurança na Ásia, assim como a sua relevância para a sociedade internacional. O encontro destina-se a analistas, funcionários, diplomatas, jornalistas, estudantes, empresários e executivos.








sábado, maio 31, 2008

Postal Ilustrado



Criança que sobreviveu ao sismo que abalou a província chinesa de Sichuan solta uma gargalhada durante uma sessão de apoio psicossocial, no bairro de Zundao, no distrito de Mianzhu. Estas sessões têm como objectivo ajudar as crianças a superar o trauma emocional que lhes ficou depois de sobreviverem ao violento tremor de terra do passado dia 12 de Maio que já provocou a morte a mais de 62 mil pessoas.



Fonte: Público. Foto: Nicky Loh/Reuters

sexta-feira, maio 30, 2008

Leituras: O Mensageiro de Fidel




Está à venda no mercado português um curioso livro de Alexandre Coutinho – O Mensageiro de Fidel (Editora Guerra e Paz), que se centra no encontro secreto entre Deng Xiaoping e Fidel Castro, verificado na última década do século passado, elaborado através da recolha de um conjunto de documentos, artigos e livros pelo autor.

Coutinho aborda os trabalhos profissionais do jornalista francês Philippe Lancry (Le Fígaro), que depois de ter conseguido entrevistar o pequeno timoneiro e mais tarde Fidel, foi o testemunho privilegiado do encontro entre os dois líderes, conhecido por ter sido um dos encontros políticos do século. Mais que uma focagem no meeting poin, a narrativa recorda o momento político que marcou a aproximação entre os dois países (após o colapso da União Soviética), bem como as discussões em torno da opção da via da economia de mercado.

Segundo Adelino Gomes (Público), “Deng defende a ousadia e considera errado pensar-se que só existe economia de mercado «capitalista»; Fidel recusa a ideia de vender a Revolução «aos dólares do capitalismo» e avisa que «conduzir um carro com o pé no acelerador das reformas económicas e outro no travão do controlo político« acabará com o veículo a incendiar-se”.

Aguardam-se ecos! Boa leitura!





O autor:

Alexandre Coutinho

Alexandre Coutinho nasceu em Lisboa há 44 anos. Jornalista no quadro redactorial do Expresso desde 1988, trabalha há vários anos na Secção de Economia, onde desempenhou as funções de editor (1998-2000), e acompanha regularmente a área dos negócios e empresas. É licenciado e mestre em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou a sua carreira na imprensa como freelancer em 1984 e realizou no ano seguinte estágio profissional de jornalismo na redacção do parisiense Le Figaro. Em 1986, integrou como jornalista o quadro redactorial de O Jornal (especialização em Economia). Continua a desenvolver a sua actividade de jornalista e fotógrafo na área das viagens de aventura e descoberta, quer através das suas páginas pessoais na Internet, Viagens no Meu Planeta e Volta ao Mundo de Faca e Garfo (www.janelanaweb.com/viagens/index.html), quer em colaborações para outras publicações (jornais, revistas e livros). Nos últimos dez anos viajou por diversos países do mundo, dos cinco continentes, o que lhe permitiu conhecer in loco as respectivas realidades. É co-autor do livro A Irmandade dos Romeiros (2006).

Guerra & Paz

quarta-feira, maio 28, 2008

Novos ventos no Estreito?


We hope this will be the beginning of a new era, when we can reconcile, be together harmoniously and jointly strive for peace"

Foi o que Wu Poh-Hsiung, líder do partido nacionalista do Guomindang (GMD), disse aos jornalistas no aeroporto de Nanjing no início da histórica visita de seis dias à China popular. É a primeira vez que um presidente do GMD visita o continente. Tudo isto a menos de uma semana de Ma Ying-jeou ter assumido a presidência da ilha. Os novos ventos parecem trazer, claramente, a intensificação das relações económicas e um clima de paz sustentado. Mas será que quando se abordar a questão da soberania da ilha o clima se manterá? A China aceitará o princípio de “uma só China, duas interpretações", que implica a continuação do “status quo” e a manutenção da independência política, ou quererá trazer para debaixo das suas asas o controlo de Taipe?


Entretanto, num artigo de Jeffrey Harley, na Harvard International Review aborda o posicionamento dos EUA na questão de Taiwan, as ambiguidades e os seus interesses em piscar o olho ao Grande Dragão.

sexta-feira, maio 23, 2008

A viajar é que a gente se entende!







A jornalista espanhola Vicenta Cobo (El País ) testemunha em livro uma viagem que realizou à China em 2006. Nas suas 203 páginas da obra -"Viaje al corazón de China. En el vientre del dragón", ricamente ilustrado com fotografias da autora, os leitores podem mergulhar na milenar cultura chinesa. A jornada leva-nos à Cidade Proibida e aos Hutongs de Pequim, aos jardins de Suzhou, passando pelas montanhas de Yhangshuo e pelos arranha-céus de Xangai.
Sobre o livro diz Paul Villarrubia, autor do prefácio, que "é uma verdadeira história de viagens, lido com deleite e fluidez, numa narrativa divertida e cheia de histórias. Dentro de alguns anos este livro será um retrato do momento emocionante que a sociedade chinesa está a passar”.

Sem desprimor por Vicenta Cobo, referencio aqui outras viagens, outros testemunhos...






quarta-feira, maio 14, 2008

Lágrimas em Sichuan

Há 12 mil mortos confirmados só naquela provínciaMais de 23 mil pessoas presas nos escombros em duas cidades de Sichuan As autoridades chinesas acreditam que mais de 23 mil pessoas estejam presas debaixo dos destroços dos edifícios que ruíram em duas cidades da província de Sichuan, a mais afectada pelo forte sismo registado ontem na região.Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, só na cidade de Mianyang mais de 18.600 pessoas são dadas como desaparecidas, acreditam-se que estejam presas nos escombros. Na cidade, que viu ruir grande parte dos seus edifícios, há já 3600 mortos confirmados.Na cidade vizinha de Mianzhu, também na província de Sichuan, há confirmação de dois mil mortos e 4800 pessoas desaparecidas. Segundo os últimos números oficiais, o sismo de ontem, com uma magnitude de 7,8 na escala de Richter, provocou pelo menos 12 mil mortos só na província de Sichuan, no sudoeste da China.Um dia depois do sismo, os militares conseguiram finalmente entrar no distrito de Wenchuan, uma região montanhosa onde se localizou o epicentro do forte abalo. A maioria das estradas de acesso à zona permanece, contudo, intransitável devido aos deslizamentos de terra e pedras e a intensa chuva está também a dificultar os socorros. Imagens divulgadas pela televisão nacional chinesa mostram casas em reinas, toneladas de pedras a ocupar as estradas, enquanto os sobreviventes tentam retirar o que podem dos escombros.

Público

quinta-feira, maio 08, 2008

Museu do Oriente



O Museu do Oriente é inaugurado dia 8 de Maio e está instalado num grande edifício na Doca de Alcântara desenhado pelo arquitecto João Simões nos anos 30 e agora readaptado pelo atelier de João Luís Carrilho. São sete pisos e uma área de 15.500 metros quadrados, onde convivem três espaços distintos de exposição. O museu promete uma programação vasta e variada.
O novo Museu do Oriente não vai servir para nos orientarmos na cidade de Lisboa - é na parte ocidental da cidade. Mas não é preciso tomar nota do endereço, porque em breve vai bastar apanhar o autocarro nº 12 - que terá mesmo ter escrito "Museu do Oriente". É aí que passa a terminar o percurso, a partir de 8 de Maio, o dia para que está marcada a grande inauguração deste novo equipamento cultural lisboeta.


sexta-feira, maio 02, 2008

L’Eveil de la Chine

Um livro que demonstra o movimento das ideias na China, desde Mao até ao congresso do PCC de Outubro de 2002.
«In opposition to those who think that China is mute or muzzled, Chen Yan provides proof in his monograph L'Eveil de la Chine that since the last quarter of the twentieth century it has once again become a veritable laboratory of ideas that serve to foster the reforms while criticising their trends, and he does so in order to attempt to give some sense to Chinese modernity. This book is not simply an intellectual history of contemporary China, it is also a reflection on the functioning and the conditions of the transformation of the Chinese totalitarian system. “How can a reform that runs counter to the Communist ideology establish itself over the long term?” asks the author.»

quarta-feira, abril 23, 2008

Que rica costa!


La cultura china se cuela en Costa Rica
Una imagen centelleante de un dragón con una rápida voz que dice China se cuela entre las escenas de los anuncios televisivos del Festival Internacional de las Artes (FIA), el principal encuentro centroamericano, que Costa Rica celebra cada año con cientos de artistas de todo el mundo. A fin de cuentas, la vida pública costarricense es como esos avisos publicitarios desde hace un año, cuando el Gobierno de Óscar Arias se atrevió a romper la fidelidad centroamericana con Taiwán y aliarse con el régimen de Pekín.

domingo, abril 20, 2008

Ataque aos piratas!

Um homem reúne, com uma pá, um monte de dvd's piratas antes de serem destruídos. Esta é apenas uma das muitas acções anti-pirataria que têm sido levadas a cabo na China onde falsificações são vendidas em todas as esquinas.

O país tem feito uma campanha pública de defesa da propriedade intelectual.

(Foto: Reuters)

Mais do mesmo!


Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado em Pequim e em várias outras cidades chinesas para denunciar o que dizem ser a desinformação ocidental sobre o Tibete e os protestos que se têm acompanhado o percurso da tocha olímpica... (Foto: Reuters)
Depois dos devaneios nacionalistas dos manuais escolares, chegaram as manisfestações sobre a "desinformação ocidental", naturalmente, com a vontade governamental. Não se esforcem, já sabemos do que se trata! (será que os participantes são pagos?) Num país que não de pode dar um pio, só com a vontade do governo é que se podem fazer "festas" deste género...

quarta-feira, abril 16, 2008

Independência para Taiwan?


O International Affairs Forum em Tóquio, uma organização ligada ao US Center for International Relations, apoiou um fórum envolvendo a opinião de seis académicos sobre a independência de Taiwan.


O resultado pode ser visto aqui: FÓRUM.

sábado, abril 12, 2008

China e Taiwan retomam contactos ao mais alto nível




A China e Taiwan retomaram hoje os contactos ao mais alto nível, com um encontro considerado histórico entre o Presidente chinês Hu Jintao e o vice-presidente eleito de Taiwan, Vincent Siew.O Presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista, Hu Jintao, encontrou-se com uma delegação de Taiwan, que incluía Vincent Siew, por ocasião de uma reunião económica regional, o Fórum de Boao para a Ásia, na ilha de Hainan (Sul da China).“Sou um veterano nas questões económicas de Taiwan. Espero que possamos reforçar a nossa cooperação económica”, comentou Siew.Taiwan espera um desbloqueio das suas relações com Pequim durante este encontro, considerado como o contacto ao mais alto nível entre a China e Taiwan desde a ruptura originada pela guerra civil em 1949.O novo Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, foi eleito no final de Março e assumirá funções a 20 de Maio. Recentemente reafirmou a sua vontade em assinar um “tratado de paz” com a China para pôr fim ao conflito armado que nunca terminou, oficialmente, e que dura há 60 anos. Pequim vê Taiwan como parte do seu território e ameaçou intervir militarmente se Taiwan oficializar a sua independência.


Público

USA Today



Ma Ying-jeou and the Future of Cross-Strait Relations



Ma Ying-jeou and the Future of Cross-Strait Relations
By Willy Lam



While Ma Ying-jeou’s landslide victory at the presidential polls has lowered tension in the Taiwan Strait, and injected a shot of morphine into Taiwan's stock market, it is premature and unrealistic to expect a leap forward in Taipei-Beijing ties any time soon. The future of cross-Strait relations post-Chen Shui-bian has been complicated by the Chinese Communist Party's (CCP) “people’s war” against the Tibetan followers of the Dalai Lama in recent weeks. Ma and his Kuomintang (KMT) or Nationalists Party will also have to handle the Democratic Progressive Party’s (DDP) dogged scrutiny of any move by the KMT that could be construed as a concession toward Beijing—in other words, attempts by KMT to sell out the interests of native Taiwanese.




segunda-feira, abril 07, 2008

Tibete, ameaça à China?



A recusa de Pequim ao diálogo com o Dalai Lama não tem razões econômicas: está relacionada ao impulso nacionalista e ao temor de que a revolta agudize tensões hoje contidas na China. Mas tal postura tende a radicalizar a juventude tibetana e atiçar conflitos que outras potências desejam...

A tocha apaga-se








A tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim foi hoje apagada por causa das manifestações pró-Tibete, durante o percurso da chama pela capital francesa, poucos minutos depois de começar o périplo. As autoridades viram-se obrigadas a colocar a tocha no interior de um autocarro.O incidente ocorreu na segunda paragem da tocha, a cerca de 200 metros da Torre Eiffel, num momento em que as autoridades afrouxaram o dispositivo de segurança. Vários militantes ecologistas e alguns elementos dos Repórteres Sem Fronteiras tentaram travar o percurso da chama, o que obrigou as autoridades a apagá-la e a colocá-la dentro de um autocarro."A tocha teve que ser apagada por causa de um problema técnico", indicou um polícia citado pela Reuters.Um membro do Partido dos Verdes francês também foi impedido pela polícia, hoje cedo, de agarrar a tocha quando esta era transportada pelo atleta Stéphane Diagana.Estima-se que possam ter estado envolvidas nas manifestações pró-Tibete e contra os Jogos de Pequim pelo menos 500 pessoas, a maioria das quais junto à Torre Eiffel. Os manifestantes exibiam cartazes onde se podia ler: "Boicote aos bens chineses" e "Salvem o Tibete".

sábado, abril 05, 2008

Viver sem "Made in China"


Seria capaz de viver um ano sem produtos fabricados na China?
Num livro intitulado “Um Ano sem «Made in China»” a jornalista americana Sara Bongiorni descreve a sua odisseia e a da sua família que tentaram passar um ano sem recorrer a nenhum produto ou serviço com a famigerada etiqueta “Made in China”… Segundo a autora é extremamente difícil cumprir esse boicote já que desde sapatos a brinquedos e até reparar uma cómoda estragada, tudo parece depender em alguma medida de algum produto fabricado no Império do Meio… As motivações de Bongiorni não eram políticas, mas pretendia medir até que ponto é que a vida ordinária de uma família americana comum estava dependente dos artigos fabricados na China e conclusão a que chegou foi de que… Sim, que havia uma ligação de dependência extrema e quase absoluta… Segundo a própria “Nós queríamos que a nossa história fosse um olhar amigável, sem preconceitos sobre as formas como as pessoas comuns se ligam à Economia Global”.


Amazon (com video)
The New York Times:

By Stephen J. Dubner
There are a lot of things to think about, and a lot of ways to assess the stream of flawed and dangerous Chinese imports, the accumulation of which has lately captured the public and media imagination. (We touched on the issue briefly here; a new book by Sara Bongiorni, A Year Without “Made in China”: One Family’s True Life Adventure in the Global Economy, is suddenly very au courant.)
What are the big-picture thoughts to take away from this? The opinion pages of the Wall Street Journal and New York Times today offer vastly divergent ideas, neither of which will be surprising to the papers’ regular readers, but which, taken together, show just how much there is to think about the China effect.
The Journal piece is by Jeremy Haft, himself the author of a new China book: All the Tea in China: How to Buy, Sell, and Make Money on the Mainland. His OpEd is called “The China Syndrome,” and its thesis is well delivered in its lead:
What could be reassuring about killer Chinese toothpaste, toys and tires? Hard to believe, but there’s a silver lining. The rash of product recalls reveals that China is not the manufacturing juggernaut we fear — and that America has an edge we tend to overlook.
Haft goes on to chronicle a variety of reasons — inefficiencies, corruption, lack of oversight, etc. — that foretell a continuing trend in Chinese trouble.
The Times piece is an unsigned editorial headlined “Killing the Regulator.” It, too, takes note of various Chinese shortcomings and it, too, searches for a silver lining in the trouble. But, instead of sounding a rallying cry for American businesses to exploit Chinese weaknesses, as the Journal piece implicitly does, the Times piece calls for more regulation — first from the U.S. side, until China gets its house in order:
What China needs is an effective and transparent regulatory system and a clear understanding that its export boom will suffer if it continues to sell tainted food, toys and toothpaste. Until that happens — and there is no guarantee that it will — American regulators will have to do more to screen Chinese imports to protect American consumers.
Whereas the Journal piece ends on an up note — “Remember, these recalls tell us as much about China as they do about America,” Haft writes. “The silver lining is our inherent strength” — the Times piece concludes with a dark, dark view of the future, courtesy of the President:
Unfortunately, the Bush administration has spent the last five-plus years emasculating the American regulatory system. The Consumer Product Safety Commission has seen its budgets repeatedly cut. The Food and Drug Administration has not received the resources it needs and today inspects only a minute share of all imported food.
It is hard to imagine anything good coming out of the China export scandals. But perhaps they will persuade Congress’s new Democratic leaders that America also needs a stronger and more transparent regulatory system.

sexta-feira, abril 04, 2008

Relações de Cooperação China-África: O Caso de Angola


No âmbito das Relações Internacionais hodiernas, a China apresenta-se cada vez mais activa, coadjuvada pelas relações de cooperação que tem encetado gradualmente. Nesse sentido, as parcerias com o continente africano ajudam a consolidar essa posição. Por esse motivo elegemos esse relacionamento como objecto de estudo, procurando proporcionar um modesto contributo para uma matéria actual que poderá revolucionar o modus operandi das relações de cooperação entre os designados países do Norte e Sul e Sul-Sul. O objectivo fundamental é contribuir para a reflexão sobre o paradigma das relações de cooperação Sul-Sul na conquista do desenvolvimento. A Cooperação China-África assume duas modalidades: uma multilateral, que abrange o conjunto dos países envolvidos nos Fóruns de Cooperação, e uma bilateral, que concerne ao relacionamento que a China desenvolve com cada um deles. Sobre esta última modalidade, dedica-se especial atenção às relações entre a China e Angola. O ponto de partida incide na política externa chinesa e a sua projecção de poder em África, uma vez que o país asiático assume-se como principal agente de intervenção numa cooperação que se quer mutuamente benéfica. E é precisamente sobre este aspecto que dedicamos urna análise crítica de molde a contribuir para a expli-citação de algumas questões que este relacionamento coloca.


Índice
I. Enquadramento Teórico das Relações China-África II. A Estratégia da China em África III. Antecedentes e Evolução das Relações Diplomáticas entre a China e Angola IV. Objectivos da Cooperação China-Angola V. Perspectivas da Relação de Cooperação China-Angola


quarta-feira, abril 02, 2008

Colapso parcial de ponte na China

Uma embarcação de sete mil toneladas chocou contra a ponte de Jintang, situada na província chinesa de Zhejiang, provocando 14 feridos e quatro desaparecidos, todos membros da tripulação. Parte da ponte, que está ainda em construção, caiu em cima do navio, cuja remoção do local tem sido uma tarefa muito difícil. O acidente, cujas causas estão ainda por apurar, levou à intervenção de uma dezena de barcos de salvamento.

Público

segunda-feira, março 31, 2008

The Second World


O poder norte-americano perde força e em breve partilhará a liderança global com a China e a UE. É o que diz Parag Khanna, autor do livro-bomba que acaba de sair nos Estados Unidos.

(ver reportagem no Courrier Internacional de Abril)










sábado, março 22, 2008

E esta, hein?


Recusa de diálogo na questão do Tibete justifica "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos, diz Presidente do Parlamento Europeu


O presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert Pöttering, defendeu hoje "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos de Pequim caso a China continue a recusar dialogar com o líder espiritual tibetano Dalai Lama."Pequim tem de se decidir. É preciso entrar em conversações imediatamente com o Dalai Lama, mas se não houver nenhum sinal de comunicação, eu considero que as medidas de boicote [dos Jogos Olímpicos] serão justificadas", referiu Pöttering numa entrevista a um jornal alemão. De acordo com a agência France Press (AFP), que cita o jornal "Bild am Sonntag", o presidente do Parlamento Europeu salientou que também ele quer que os jogos aconteçam entre 8 e 24 de Agosto, conforme programado, "mas nunca ao preço do genocídio cultural dos tibetanos". Pöttering apela assim aos países da União Europeia a falar "a uma só voz" em matéria de defesa dos Direitos Humanos no Tibete.


Ler no Público

Guomindang vence presidenciais em Taiwan




O Partido Nacionalista do Guomindang, venceu hoje as eleições presidenciais, prometendo um um melhor relacionamento com a China, que reclama a soberania sobre Taiwan.

O candidato, Ma Ying-jeou obteve 58 por cento dos votos, enquanto o candidato do Partido Democrático Progressista, no poder, Frank Hsieh, obteve 42 por cento.

A participação eleitoral foi de 76 por cento.“Isto não é uma vitória para nós nem uma vitória para os nacionalistas”, disse Ma a milhares de apoiantes na baixa da capital, Taipé.

terça-feira, março 18, 2008